💵Calculadora de juros simples

Informe o capital, a taxa de juros (ao mês ou ao ano) e o tempo de aplicação para calcular o valor dos juros e o montante final pela fórmula dos juros simples.

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Fonte: Matemática financeira — juros simples — J = C × i × t; ver também a calculadora de juros compostos · Última verificação em 23/09/2026

Juros simples são calculados multiplicando o capital pela taxa (em decimal) e pelo tempo: J = C × i × t. O montante final soma o capital aos juros: M = C + J. Diferente dos juros compostos, os juros simples incidem sempre sobre o capital inicial, nunca sobre os juros já acumulados, por isso o crescimento é linear, não exponencial.

Como usar a calculadora

  1. Informe o capitalDigite o valor inicial — o capital que está sendo aplicado, emprestado ou financiado.
  2. Escolha a taxa e o períodoInforme a taxa de juros e selecione se ela é ao mês ou ao ano. Depois, informe o tempo e selecione se está em meses ou anos — a calculadora converte automaticamente para o mesmo período da taxa.
  3. Leia juros e montanteO valor dos juros (quanto foi pago ou recebido a mais) e o montante final (capital mais juros) aparecem juntos.

Como funcionam os juros simples

Nos juros simples, o juro de cada período incide sempre sobre o capital inicial — nunca sobre os juros já acumulados. Por isso o crescimento é linear: dobrar o tempo dobra exatamente o valor dos juros, e o gráfico do montante ao longo do tempo é uma linha reta, não uma curva.

Essa é a diferença central para os juros compostos, em que cada período de juros passa a render sobre o saldo anterior (capital mais os juros já ganhos), gerando um crescimento exponencial. No curto prazo a diferença entre os dois regimes é pequena, mas em prazos longos os juros compostos superam os simples por uma margem cada vez maior. Empréstimos e financiamentos mais simples (como alguns contratos de curto prazo) costumam usar juros simples; investimentos, poupança e a maioria dos financiamentos bancários usam juros compostos — use a calculadora de juros compostos para comparar os dois regimes lado a lado.

Um jeito prático de identificar o regime é observar a frase do contrato: se diz 'juros de X% ao mês sobre o saldo devedor' e o saldo devedor vai sendo atualizado com os juros anteriores, é composto. Se o valor de referência para o cálculo dos juros continua sendo sempre o capital original do início ao fim do contrato, é simples.

Juros: J = C × i × t
Montante: M = C + J = C × (1 + i × t)
C = capital · i = taxa em decimal por período · t = tempo no mesmo período

Exemplo resolvido

Um capital de R$ 1.000 é aplicado a uma taxa de 2% ao mês, durante 12 meses, em juros simples. Os juros são J = 1.000 × 0,02 × 12 = R$ 240. O montante final é M = 1.000 + 240 = R$ 1.240.

Se o mesmo capital rendesse 2% ao mês em juros compostos pelos mesmos 12 meses, o montante seria 1.000 × (1,02)¹² ≈ R$ 1.268,24 — R$ 28,24 a mais só pela diferença entre os regimes. Em prazos de vários anos, essa diferença cresce muito mais, porque os juros compostos passam a render juros sobre juros a cada novo período.

Outro caso comum: um empréstimo de R$ 5.000 a juros simples de 3% ao mês, para ser pago em 6 meses. Os juros totais são J = 5.000 × 0,03 × 6 = R$ 900, e o valor total a devolver é R$ 5.900. Dividindo por 6 parcelas iguais (uma forma simplificada de amortização), cada parcela seria de aproximadamente R$ 983,33 — embora contratos reais de parcelamento costumem usar tabelas de amortização mais elaboradas, como Price ou SAC, que envolvem juros compostos.

Suposições e limitações

  • Usa taxa fixa durante todo o período; taxas variáveis exigem o cálculo período a período
  • Considera que a taxa e o tempo estão no mesmo período (mês ou ano); a conversão entre eles é feita automaticamente
  • Não desconta imposto de renda, IOF ou outras taxas de operações financeiras
  • É um cálculo de referência para estudo e comparação; contratos reais podem ter regras específicas de capitalização

Dicas para tirar o melhor proveito

Antes de comparar propostas, confirme se a taxa oferecida é de juros simples ou compostos — bancos e financeiras quase sempre usam juros compostos, mesmo quando anunciam 'taxa ao mês', então aplicar a fórmula errada leva a uma estimativa distorcida. Para empréstimos entre pessoas físicas e alguns títulos de curto prazo, juros simples ainda são comuns; leia o contrato com atenção.

Quando for comparar duas taxas em períodos diferentes (uma ao mês, outra ao ano), converta ambas para o mesmo período antes de decidir — a calculadora já faz essa conversão para você, mas entender a lógica evita erros ao negociar.

Ao negociar um empréstimo, peça sempre o Custo Efetivo Total (CET) em vez de confiar apenas na taxa de juros anunciada — o CET soma juros, tarifas e seguros embutidos, e revela o custo real da operação, que costuma ser maior do que a taxa de juros isolada sugere.

Erros comuns a evitar

O erro mais comum é aplicar a fórmula de juros simples a um produto que na verdade usa juros compostos (ou o contrário), o que gera uma diferença significativa no resultado final, especialmente em prazos longos. Outro erro é misturar unidades de tempo — usar uma taxa mensal com um prazo em anos sem converter, o que multiplica o resultado por doze vezes o valor certo. Também é comum esquecer que juros simples não capitalizam: mesmo que o dinheiro fique parado gerando juros, esses juros não passam a render juros sozinhos, diferente do que muita gente assume.

Veja também

Se esta ferramenta foi útil, você também pode precisar destas relacionadas: Calculadora de regra de três, Conversor de unidades, Calculadora de juros compostos, Calculadora de média ponderada.

Perguntas frequentes

Qual a fórmula dos juros simples?

Juros simples são calculados por J = C × i × t, em que C é o capital, i é a taxa em decimal por período e t é o tempo no mesmo período da taxa. O montante final soma o capital aos juros: M = C + J.

Qual a diferença entre juros simples e compostos?

Nos juros simples, o juro incide sempre sobre o capital inicial, crescendo de forma linear. Nos compostos, incide sobre o capital mais os juros já acumulados, crescendo de forma exponencial. Em prazos longos, os compostos rendem bem mais.

Como converter uma taxa mensal para anual em juros simples?

Em juros simples, a conversão é uma simples multiplicação: multiplique a taxa mensal por 12 para obter a taxa anual equivalente (ou divida a anual por 12 para obter a mensal). Isso é diferente dos juros compostos, que exigem uma potência.

Onde se usam juros simples na prática?

Juros simples aparecem em alguns empréstimos entre pessoas físicas, títulos de curto prazo e cálculos didáticos. A maioria dos produtos bancários — poupança, financiamentos, cartão de crédito — usa juros compostos, mesmo quando o contrato fala em 'taxa ao mês'.

O montante em juros simples cresce menos que em juros compostos?

Sim, para o mesmo capital, taxa e prazo, o montante em juros simples é sempre igual ou menor que em juros compostos (são iguais apenas em prazos muito curtos). A diferença aumenta com o tempo, porque os compostos passam a render juros sobre juros.

Como calcular o tempo necessário para atingir um montante?

Isolando t na fórmula: t = (M − C) ÷ (C × i). Basta saber o montante desejado, o capital inicial e a taxa para descobrir quantos períodos são necessários, sempre no regime de juros simples.

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