CLT ou PJ: o que compensa mais em 2026?
Comparar CLT e PJ só faz sentido incluindo o que cada regime tem de diferente. O CLT ganha 13º, férias com um terço, FGTS e estabilidade. O PJ costuma ter valor bruto maior, mas paga imposto, contador e não tem esses benefícios. A comparação justa é feita sobre o total anual, não sobre o valor mensal.
O erro de olhar só o valor mensal
Uma proposta PJ quase sempre parece maior que uma CLT para a mesma função, e é fácil concluir que compensa. Mas o número mensal esconde o que o CLT acumula ao longo do ano: um 13º salário, férias acrescidas de um terço e o FGTS depositado todo mês. Somando tudo, a diferença aparente encolhe bastante.
O que entra em cada lado da conta
Do lado CLT, some ao salário líquido de doze meses o 13º, as férias com o terço, o FGTS de 8% e os benefícios (vale-refeição, plano de saúde). Do lado PJ, parta do faturamento anual e subtraia o imposto (geralmente do Simples), o custo do contador e a contribuição previdenciária do pró-labore.
O que a conta não mostra
Números não são tudo. O CLT traz estabilidade, seguro-desemprego, FGTS com multa na demissão e uma rede de proteção. O PJ oferece flexibilidade e, muitas vezes, valor maior, mas concentra no profissional os riscos: meses sem faturar, ausência de férias remuneradas e a necessidade de guardar por conta própria para a aposentadoria. Use a calculadora como ponto de partida financeiro e pese o resto.