Seguro-desemprego 2026: quem tem direito, valor e número de parcelas

O seguro-desemprego é pago ao trabalhador demitido sem justa causa, em 3 a 5 parcelas conforme o tempo trabalhado. O valor sai da média dos últimos três salários, aplicada a faixas: até R$ 2.222,17 recebe 80% da média; acima disso, o cálculo é progressivo, com teto de R$ 2.518,65 em 2026.

Quem tem direito

O seguro-desemprego é destinado a quem foi dispensado sem justa causa. Na primeira solicitação, é preciso ter trabalhado pelo menos 12 dos últimos 18 meses; na segunda, 9 dos últimos 12; a partir da terceira, 6 meses. O pedido deve ser feito entre 7 e 120 dias após a demissão.

Quem pede demissão, é demitido por justa causa ou tem outra fonte de renda própria suficiente, em regra, não tem direito. Também é preciso não estar recebendo outro benefício da Previdência, salvo exceções como pensão por morte.

Como o valor é calculado em 2026

O valor parte da média dos salários dos últimos três meses. Sobre essa média aplicam-se faixas: até R$ 2.222,17, a parcela é 80% da média; entre R$ 2.222,18 e R$ 3.703,99, é R$ 1.777,74 mais 50% do que exceder R$ 2.222,17; acima de R$ 3.704,00, a parcela é fixa no teto de R$ 2.518,65.

Nenhuma parcela pode ser menor que o piso de R$ 1.621,00. É por isso que salários muito baixos recebem o piso, e salários altos ficam limitados ao teto — o benefício foi desenhado para proteger mais quem ganha menos.

Quantas parcelas você recebe

O número de parcelas depende do tempo trabalhado desde o último seguro. Em geral, de 6 a 11 meses dão direito a 3 parcelas; de 12 a 23 meses, a 4 parcelas; e 24 meses ou mais, a 5 parcelas.

Use a calculadora de seguro-desemprego para estimar o seu caso: informe a média salarial e o tempo trabalhado, e veja o valor de cada parcela e o total. Lembre-se de que o cálculo oficial é feito pelo Ministério do Trabalho no momento do pedido.

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