Método Ogino-Knaus: entenda a tabelinha e suas limitações

O método Ogino-Knaus, conhecido como tabelinha, estima o período fértil a partir da duração do ciclo menstrual. Ele parte do fato de que a ovulação ocorre cerca de 14 dias antes da próxima menstruação. Serve para identificar os dias de maior fertilidade, mas não é confiável como método contraceptivo.

A lógica da tabelinha

O método se baseia em uma regularidade do ciclo: a fase depois da ovulação, chamada lútea, dura de forma relativamente constante cerca de 14 dias. Assim, subtraindo 14 da data prevista da próxima menstruação, chega-se ao dia provável da ovulação. A janela fértil vai de alguns dias antes até logo depois, porque o espermatozoide sobrevive de três a cinco dias.

Para quem tenta engravidar

Para casais que querem ter filhos, a tabelinha é útil: indica os dias de maior probabilidade de concepção, ajudando a concentrar as tentativas na janela fértil. Combinada com outros sinais, como a temperatura basal e o muco cervical, a estimativa fica ainda melhor.

Por que não serve como contracepção

A tabelinha assume ciclos regulares e ovulação previsível, mas o corpo nem sempre coopera. Estresse, hormônios, viagens e outros fatores adiantam ou atrasam a ovulação, tornando a janela fértil real diferente da estimada. Por isso, como método para evitar a gravidez, a tabelinha tem alta taxa de falha. Para contracepção, procure um método adequado com orientação médica.

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