ISV e IUC: o guia dos impostos automóveis em Portugal
Em Portugal, um automóvel paga dois impostos distintos: o ISV (Imposto Sobre Veículos), pago uma única vez no registo, e o IUC (Imposto Único de Circulação), pago todos os anos. Ambos combinam uma componente de cilindrada com uma componente de emissões de CO₂, mas com tabelas e finalidades diferentes.
ISV: o imposto do registo
O ISV é pago uma só vez, quando o veículo é matriculado em Portugal — seja novo, seja importado. É composto por duas partes somadas: a componente de cilindrada, calculada a partir dos cm³ do motor, e a componente ambiental, calculada a partir das emissões de CO₂.
Em cada componente, multiplica-se o valor pela taxa do escalão e subtrai-se uma parcela a abater. Motores maiores e mais poluentes pagam muito mais, o que faz o ISV pesar bastante em carros grandes e favorecer os pequenos e eficientes. Veículos usados têm ainda uma redução por idade.
IUC: o imposto anual
O IUC é cobrado todos os anos, no mês da matrícula, a quem for proprietário do veículo. Na Categoria B — os automóveis matriculados a partir de julho de 2007 —, soma-se um valor pela cilindrada e outro pelas emissões de CO₂, e multiplica-se por um coeficiente que depende do ano da primeira matrícula.
Os veículos a gasóleo pagam ainda um agravamento, pela emissão de partículas. Ao contrário do ISV, que é uma despesa única de entrada, o IUC é um custo recorrente que convém considerar antes de comprar um carro.
Simular antes de comprar
Como os dois impostos dependem da cilindrada e do CO₂, dois carros com preço de tabela parecido podem ter custos fiscais muito diferentes. Um utilitário eficiente pode pagar uma fração do ISV e do IUC de um SUV grande.
Use o simulador de ISV e o simulador de IUC para estimar ambos a partir das características do veículo. É a forma mais rápida de comparar o custo real de dois modelos, incluindo o que se paga na compra e o que se paga todos os anos.